segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cidadão Code: entre o invisível e o real

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Relatos de um morador de rua que, do fundo de sua garrafa e de suas memórias, revela necessidades, desejos, medos, amores e saudades de tantos invisíveis reais...

"Siarom Code é o meu nome! Nome dado pelo meu criadô... de trás pra frente, entendeu doutor?"SAM_5969
Haverá também exposição e venda de máscaras do ator e artista plástico Deco Morais.

Quando: 15 de outubro à partir das 18:00 horas na Casa de Cultura Itaim Paulista

Av. Barão de Alagoas, 340 – no SARAU O QUE DIZEM OS UMBIGOS?!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sarau receberá exposição ‘Pensaela’

No dia 15 de outubro o sarau O que dizem os umbigos?!! receberá a exposição Pensaela de Dayane Okipney à partir das 18 horas na Casa de Cultura Itaim Paulista.

Pensaela

Dayane...

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Dayane Okipney tem 22 anos. Uma típica leonina envolta por sua ascendência pisciana. É formada em Artes Visuais , desenha desde criança e a pouco tempo, começou a passar seus sonhos e anseios para as telas. Tem como influência artistas como: Dave Mckean, Gustav Klimt, René Magritte e Bill Sienkiewicz. Sua inspiração provém das Histórias em Quadrinhos, da psicologia analítica de Carl Gustav Jung , do estudo sobre signos e símbolos, das máscaras da Commedia dell’arte e do universo fantástico.

A exposição

“Pensaela” é uma exposição que trata sobre auto-descoberta, sentimentos, crenças e sonhos. Os personagens presentes são fragmentos de consciência, arquétipos mentais, como se cada emoção ou passagem de vida tomasse uma forma concreta. Desta forma, não há máscaras ou maquiagens, pois cada ser representa a si mesmo da forma que é. Há porém, leituras simbólicas e subjetivas sobre o que representaria cada personagem a aquele que a observa. A exposição começa com as primeiras experiências da artista com a tela, de forma a mostrar como cada pintura evolui junto com seu auto-conhecimento.

269750_180163205378203_100001535750001_453276_8164533_n (1)“Na mesma tela se pintou vários quadros,muitos além do que se imagina.A cada minuto, um novo borrão, as vezes até sem querer, era dispensado sobre a paisagem e essa se tornava um retrato.O mesmo ocorria com os retratos; quando começava-se a definir as feições, o mesmo se tornava uma figura abstrata. E a figura virava um animal e o animal uma composição de cores indefinidas. No mesmo suporte surgiram marginais, gueixas, fadas, monstros, adultos e crianças.Chegou a cair, tombar, rachar, mas nunca quebrou na verdade. As águas já quase estragaram suas aquarelas e o que era olho virou boca, o que era sonho virou realidade, o que era desejo se tornou pesadelo. Ninguém distinguia o que ali surgia a cada virada de pincel, só reconheciam que sempre seguia um estilo único, que era o de transformação incessante das formas indefinidas. Mas para onde isso iria e para que era feito não se sabia, muito menos quem era o pintor daquela tela. Ás vezes chegava-se a pensar que cada pessoa que colocasse os olhos sobre a pintura tinha o poder de modificá-la. Era uma tela feita pelo mundo, e o mundo rejeita o que é feito pelas próprias mãos, com medo de cair na desgraça de Narciso e deixar-se inebriar pela beleza de ser o que se é. Ou então,o medo de ficar preso a sua própria imagem e com isso perder o direito da tão almejada metamorfose ambulante.”

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Enamorados – Dayane Okipney – 2010 – acrílica, spray, esmalte e colagem sobre tela

Visitem: http://pedacosdela.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mário de Andrade - nosso próximo homenagedo

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Lundu do Escritor Difícil

Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquizila,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar duma vez:
É só tirar a cortina
Que entra luz nesta escurez.

Cortina de brim caipora,
Com teia caranguejeira
E enfeite ruim de caipira,
Fale fala brasileira
Que você enxerga bonito
Tanta luz nesta capoeira
Tal-e-qual numa gupiara.

Mas gaúcho maranhense
Que pára no Mato Grosso,
Bate este angu de caroço
Ver sopa de caruru;
A vida é mesmo um buraco,
Bobo é quem não é tatu!

Eu sou um escritor difícil,
Porém culpa de quem é!...
Todo difícil é fácil,
Abasta a gente saber.
Bajé, pixé, chué, ôh "xavié"
De tão fácil virou fóssil,
O difícil é aprender!

Virtude de urubutinga
De enxergar tudo de longe!
Não carece vestir tanga
Pra penetrar meu caçanje!
Você sabe o francês "singe"
Mas não sabe o que é guariba?
— Pois é macaco, seu mano,
Que só sabe o que é da estranja.

Mario de Andrade

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Coisas simples…

O sarau em homenagem a Manoel de Barros que ocorreu no dia 17 trouxe a energia pueril do autor, que nos levou a refletir sobre o grande valor das coisas simples da vida, das pequenas atitudes que fazem a grande diferença e nos alegram. Houve muita música, dança, poesia e festa de tão bom acabou depois do horário e ainda foi continuado no lado de fora da casa. Tivemos mais de vinte apresentações diferentes, por mais de 21 artistas e também houve apresentação em video e nosso amigo Cazuza, morador de Paranapiacaba.

Adélia, umas das frequentadoras do sarau nos trouxe o filme Só dez por cento é mentira, que retrata a vida de Manoel de Barros, as imagens do filme iam passando enquanto os artistas se apresentavam no palco.

Conhecemos novos amigos que visitaram o sarau e contribuiram também para que toda essa energia boa acontecesse.

E sem esquecer, o escritor Cássio Aquino lançou seu livro O bravo brado de um bardo no território das imaginações! que está disponível também para vendas pela internet via depósito bancário: interessados cliquem aqui . Cássio também está sempre presente em nosso sarau, logo se tiver interesse pode pegar diretamente com o autor e com direito a autógrafo.

E para completar esse post, como não poderia deixar de ser, aqui estão as fotos dos nossos sorrisos, gritos e umbigos:

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Daniel Marques , leitura de contos do livro Memórias Inventadas de Manoel de Barros, também cantou e tocou instrumentos no sarau.

Cazuza em video cantando música de sua autoria: Andarilho das Estrelas e outra de outro compositor em seu rancho._MG_4199DSC02311

Ebbios lendo poesia de Manoel de Barros do Livro das Ignorãças

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Cássio Aquino apresenta poesias de seu livro

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Black Almeida apresenta microcontos de seu necronomicon

 

 

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Caimos no forró ao som de Vital sua sanfona e amigos que se propuseram na hora a tocar também e compor ainda mais o som.

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Banana discorre sobre Manoel e o sarau e lê poesia de Maria Rodrigues, Luciano apresenta músicas de MPB

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Adélia fala sobre Manoel de Barros e canta música do Pantanal em sua homenagem, também canta música Mineira ao som da sanfona

 

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Jorge Américo lê poesias de sua autoria.

 

 

 

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Jéssica apresenta monólogo e dança

 

 

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Adeilson lê seu texto que critica a mídia de massa alienante.

 

 

 

Ebbios canta múIMG_4284sica de sua autoria

 

 

 

 

 

Laécio Batista apresenta monólogosIMG_4294

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Igor e Chico apresentaram música que fizeram para a peça Conferência dos Pássaros

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Dayane leu conto de Manoel de Barros do livro Memórias Inventadas

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Gira leu texto

 

 

IMG_4322Marcelo dançou ballet

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Johnny John tocou e cantou no sarau

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Maria Rodrigues falou sobre suas sensações ao ler Manoel de Barros e leu poesia de sua autoria

 

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Jô Freitas cantou e interpretou um texto de sua autoriaIMG_4351

 

 

 

 

Samara Oliveira cantou música de sua autoria

 

 

 

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Poliana Almie cantou um samba e convidou a platéia a dançar

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Akira leu poesia de sua autoria

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cantou música de Elis Regina

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Todo mundo caiu na dança e levamos a festa até o lado de fora da Casa de Cultura, estava tão bom que ninguém queria ir mais embora.

VIVA OS UMBIGOS!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sarau O que dizem os umbigos?! Manoel de Barros

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Este mês o sarau irá homenagear o escritor Manoel de Barros, que mostra a beleza e a sutileza das coisas simples em sua escrita. Também haverá o lançamento do livro O bravo brado de um bardo no território das imaginações! de Cássio Aquino. Com certeza será uma noite linda e cheia de poesia.

Aguardamos a todos! Compareçam, divulguem e compartilhem em suas redes sociais.

Traga seu umbigo!

mais em: http://oquedizemosumbigos.blogspot.com

O Bocó!

Quando o moço estava a catar caracóis e pedrinhas
na beira do rio até duas horas da tarde, ali
também Nhá Velina Cuê estava. A velha paraguaia
de ver aquele moço a catar caracóis na beira do
rio até duas horas da tarde, balançou a cabeça
de um lado para o outro ao gesto de quem estivesse
com pena do moço, e disse a palavra bocó. O moço
ouviu a palavra bocó e foi para casa correndo
a ver nos seus trinta e dois dicionários que coisa
era ser bocó. Achou cerca de nove expressões que
sugeriam símiles a tonto. E se riu de gostar. E
separou para ele os nove símiles. Tais: Bocó é
sempre alguém acrescentado de criança. Bocó é
uma exceção de árvore. Bocó é um que gosta de
conversar bobagens profundas com as águas. Bocó
é aquele que fala sempre com sotaque das suas
origens. É sempre alguém obscuro de mosca. É
alguém que constrói sua casa com pouco cisco.
É um que descobriu que as tardes fazem parte de
haver beleza nos pássaros. Bocó é aquele que
olhando para o chão enxerga um verme sendo-o.
Bocó é uma espécie de sânie com alvoradas. Foi
o que o moço colheu em seus trinta e dois
dicionários. E ele se estimou.

MANOEL DE BARROS

Lançamento de Livro de Cássio Aquino–dia 17 de setembro

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Sábado agora! Dia 17 de setembro, receberemos em nosso sarau o escritor Cássio Aquino, que irá lançar seu livro O bravo brado de um bardo no território das imaginações! Livro de poesias e textos ilustrados. Para quem quiser adquirir um no sarau é só levar 15 mangos para comprar, durante o sarau o escritor apresentará um pouco de sua obra. Não percam!!!